Congresso sobre Árvores Históricas e Monumentais

Congresso Arvores historicas

O primeiro Congresso Hispano-Luso de Arboricultura, dedicado ao tema das “Árvores Históricas e Monumentais”, realiza-se de 20 a 23 de Outubro de 2011, nos Parques da Pena e de Monserrate. Durante os quatro dias do Congresso haverá conferências, ateliers, exposições, o  I campeonato ibérico de escalada a árvores. Este congresso pretende criar uma oportunidade para transferência de conhecimento e a troca de experiências entre técnicos dos dois países. Também pretende promover da Arboricultura em Portugal através do exemplo da Associação Espanhola de Arboricultura. Para mias informações poderá consultar o Programa do Congresso.

II Congresso Mundial do Sobreiro e da Cortiça

A 2ª edição do Congresso Mundial do Sobreiro e da Cortiça, que terá lugar na Fundação Champalimaud, e a Gala Anual da Cortiça 2011, a decorrer no Convento do Beato, irão realizar-se no próximo dia 30 de Setembro em Lisboa. O congresso está organizado em quatro secções:

  • Sessão 1: Floresta, produção e sustentabilidade
  • Sessão 2: Rolhas de Cortiça – uma década de evolução contínua
  • Sessão 3: A Cortiça na construção, arquitectura e design
  • Sessão 4: Rolhas de cortiça – garantir o futuro.

A inscrição é até ao dia até ao dia 24 de Setembro: Ficha de Inscrição. Para mais informações sobre o congresso poderá consultar o programa detalhado: Programa.

Sobreiro e cortiça

Sobreiro

O sobreiro e a cortiça são certamente um tema importante para Portugal e o seu ambiente. Os montados de sobro e a cortiça desempenham para Portugal um papel importante do ponto de vista ambiental e económico. Se por um lado o sobreiro é uma das principais espécies florestais da floresta Portuguesa, a cortiça representa uma parte importante das exportações florestais Portuguesas. Os montados de sobro, tal como os montados de azinho, são os principais exemplos de gestão agro-florestal em Portugal.

Sendo o sobreiro uma das principais árvores Portuguesas a sua distribuição é marcadamente regional. Os montados de sobro são uma “floresta aberta” no sentido de se caractizarem por um número de árvores por hectare relativamente baixo comparativamente a florestas constituidas por outras espécies florestais como seja o pinheiro bravo.  Assim para além do estrato arbóreo existe sempre um extracto sujacente que será herbáceo ou arbustivo ou ambos. Este facto permite ainda que se desenvolva em muitos casos um aproveitamento agricola frequentemente caracterizado por a existência de pastagens e culturas voltadas para a produção pecuária. Este facto causa muitas vezes preocupação para a regeneração do montado existente mas permite que os agricultores obtenham um rendimento anual das suas áreas de montado. O montado proporciona também um ecossistema importante para um conjunto de espécies animais e vegetais. Isto porque normalmente a utilização dos montados é feita de uma forma extensiva e por outro lado existem muitas áreas, exemplo áreas com declives acentuados, em que o montado vive essencialmente da extracção de cortiça.

A cortiça é um produto florestal que tem vantagens em primeiro lugar por ser um recurso renovável. Ao contrário do sobreiro que se encontra essencialmente no centro-sul do país a industria da cortiça concentra-se no norte. A cortiça tem como principal utilização as rolhas para o engarrafamento do vinho. Porém desde à mais de uma década que se tem assistido a uma forte implantação de vedantes sintéticos e de implantação nas garrafas de sistemas de roscas. Os preços da cortiça dem baixado substancialmente e pelo contrário os custos da sua extracção são cada vez maiores. Tarda em ser desenvolvido com sucesso um sistema de extracção mais mecanizado e eficiente que permita uma redução dos custos de extracção.